Turquia - Capadócia - Comer e Dormir

Na Capadócia não deixe de comer o Pottery kebab, prato típico da região, principalmente na vila Goreme. 


O preparo é demorado, cerca de 3 horas para ficar pronto, cozinhando bem lentamente…


Resumindo é como se fosse um ensopado, cheio de legumes e carne em uma panela de cerâmica que é selado com massa de pão e cozido. Em seguida, é aberto (há um ritual) por você ou o garçom.


Dormir na Capadócia, pelo menos uma noite, num hotel de pedra. Fotos para matar a curiosidade, às vezes temos que fazer as coisas para não se arrepender, mas o hotel ... me arrependi !



Turquia - Capadócia - Passeio de Balão.

Ir para Turquia e não conhecer a Capadócia é não conhecer um dos cenários mais lindos da Turquia, do mundo eu arriscaria dizer. E conhecer na forma mais deslumbrante é sem dúvida alguma de balão. Experiência única!


As melhores agências desses balões (melhor estrutura) são: Goreme Balloons, Urgup Balloons (minha eleita), Sultan Ballons e a Kapadokya Balloons



Evidentemente que para um mochileiro, como eu, que costuma investir 20 dólares/euros em albergues gastar 100 euros em 1 hora foi um pouco doloroso. Mas se tivessem me cobrado 200 euros no fim do programa eu teria pagado feliz da vida.


Já tinha descansado bastante (depois de 12h de ônibus desde Istambul) um turco começa a gritar às 4:30min da manhã em frente ao meu quarto de pedra (Hotel de Pedra).  Meu sonho antigo começava, mais uma vez, a se realizar: Capadócia ao amanhecer visto de um balão.


Clima frio e seco me esperavam em novembro, mas o passeio de balão naquele lugar vale qualquer esforço.


                          Não preciso aqui descrever as belezas desta região...


Depois de tanta emoção.... mais uma: um grand finale regado a espumantes.





Turquia – Capadócia – Derinkuyu

Empolguei-me assistindo hoje à noite, no The History Channel, um programa sobre cidades subterrâneas.


Resolvi rever minhas lembranças fotográficas da cidade (na verdade uma metrópole) subterrânea de Derinkuyu, que pertence a província de Nevşehir na Turquia. Estive lá em Novembro de 2010, cheguei na cidade por acaso, visto que meu desejo era a região da Capadócia e seus balões.


Penso que não dei o devido valor que deveria ter dado para Derinkuyu, até creio que a magnitude do antigo Egito que durante quinze dias me contaminaram.

Mas estudando um pouco mais, depois do programa de TV, do que vi por lá me motivou escrever este post.
Derinkuyu é uma gigantesca cidade subterrânea construída há mais de 3.000 anos. Esta aberta apenas 10% para visitação, e desde 1969 é a principal atração turística local. A região histórica da Capadócia existe inúmeras outras cidades subterrâneas e serviam de esconderijos aos primeiros cristãos da região.

É um surpreendente labirinto intrincado repleto de corredores, de salas e salões. Dizem que possuí mais de 85 metros de profundidade.  Já se descobriram 20 níveis subterrâneos. Só os 8 níveis superiores podem ser visitados, os demais ou estão parcialmente obstruídos ou ainda em estudo.


O interior é assombroso. As galerias, nas quais há espaço para pelo menos 10.000 pessoas, podiam ser bloqueadas em 3 pontos estratégicos, com o giro de grandes portas circulares de pedra. Essas portas tem entre 1 a 1,5 m de altura, 50 centímetros de espessura e pesam quase 500 kg. Encontrei várias sinalizações, e respeitei absolutamente todas setas indicativas, pois é facilmente você se perder, ficar longe da rota e aí... nem é bom pensar. Lá embaixo você encontra estábulos, cozinhas, prensas para fazer vinho e azeite, vendas, mercados, uma escola, uma igreja, numerosas moradias.  A cidade se beneficiava do fato de existir um rio subterrâneo, tinha poços de água e moderno sistema de ventilação (descobertos 52 poços de ventilação).
Estudos também revelam que foram os Hititas que escavaram na rocha vulcância e que visavam sobretudo proteção.

Apesar daquele programa de TV, induzir que se protegiam de alienígenas é mais fácil crer que naquela época em que guerras e invasões ocorriam quase que diariamente, e claro que era fundamental ter um plano de fuga que fosse rápido, eficiente e que permitisse manter-se vivo o maior tempo possível....
E mais fascinante é saber que Derinkuyu tem um túnel subterrâneo de quase 8 km de comprimento que leva a outra cidade subterrânea (Kaymakl).

Agora imagine você, ao derrubar a parede de sua casa você descobri que detrás há uma misteriosa habitação que nunca tinha visto, e atrás desta outra e outra e outras mais. Foi assim que descobriram Derinkuyu...

Paraty/RJ e nossos Ciclos.


É, eu sei, andei meio afastado do meu Blog! Meio afastado representa neste contexto exatamente 1 ano de abandono. Meu ultimo post, abaixo, foi sobre alguns detalhes de cafés da nossa Cidade Maravilhosa – Rio de Janeiro.
 Muitas coisas mudaram, se transformaram, deixaram de existir, deixaram de sentir, mas a vida é um ciclo.

Acho até, que tudo é um ciclo, a inspiração e a expiração, a noite que logo vem o dia, o ciclo das luas que com o corre-corre nem percebemos – alias percebo a lua cheia, pois uma amiga sempre me liga – as mulheres adoram lua cheia.... E a vida caminha perenemente, em ciclos que se repetem, tudo vai e volta como o pêndulo do relógio antigo indo e vindo, uma vez que o presente é apenas um momento, e o mais é passado.
Exatamente um ano após retorno ao Rio de Janeiro e não sei o motivo, mas retorno a escrever no Blog. Quem sabe a sabedoria Chinesa explique, todo ano a primavera se repete como uma das estações, mas as flores são sempre novas. E além do mais os ciclos como os círculos não tem começo e tampouco fim, quando uma fase termina a outra já começou.
 
Não resumiria que os ciclos são uma vivencia linear, mas experiências de viagens são movimentos circulares que vamos ascendendo. E neste pensamento que conheci Paraty e Búzios, no estado do Rio de Janeiro.


Estar em Paraty é envolver-se em mistérios e encantos.  O encanto de seu casario antigo, suas pedras irregulares chamadas de “pé-de-moleque”, reflexos no chão onde  aumentam com a cheia e grandes marés quando o mar entra na cidade, ou até mesmo pelas aguas das chuvas,  todo este charme aumenta quando as noites são da lua cheia.  


Caminhar pelo Centro Histórico de Paraty é uma volta ao tempo dos idos de 1820, percebe-se todas as marcas da cultura do café e da cana, seu  porto e seus piratas, e ainda os símbolos  da maçonaria.  


Uma colega, arquiteta, que há duas semanas foi conferir voltou encantada, me dizia que as ruas foram todas traçadas do nascente para o poente e do norte para o sul, proibição de entradas de carros no centro histórico (a cidade possui correntes para delimitar o acesso), fiação elétrica aterrada, detalhes e comentários interessantes de arquitetos.
 
Falando em arquitetos, Paraty é extremamente rica pelos indícios de simbologia maçônica. É chamada de “cidade dentro do esquadro”.  Você certamente encontra detalhes nas  ruas e nos sobrados mais antigos, a Maçonaria se instalou por lá século XVIII. Digamos que naquela época existia um grande arquiteto, que na verdade se chamava arruador. Era esse arruador encarregado de organizar e desenvolver um plano urbanísticos das construções das ruas, das casas, e das praças. O primeiro se chamou  Antônio Fernandes da Silva, e ele em conjunto com outros irmãos que foram responsáveis pelos  traçados "tortos" das ruas e desencontrado das esquinas . Qual a explicação pra isso ? Este planejamento ocorreu para evitar o vento encanado nas casas e distribuir de forma harmônica o sol nas residências. 
 
Caminhando pelas ruelas, e em algumas esquinas  é fácil encontrar os  três pilares , que são cunhais de pedra lavrada, retratam perfeitamente  o triângulo maçônico. 
Outra marca importante são as portas e janelas da maioria das casas de Paraty . Pintadas  em branco e azul, o chamado azul-hortência da Maçonaria Simbólica.  A exemplo de Óbidos, em Portugal, que é uma cidade maçônica, também pintada de branco e azul-hortência, Paraty foi totalmente urbanizada pelos Maçons.


Voltado pela matemática retilínea Paraty surpreende mais ainda.  Se observar atentamente a proporção dos vãos entre as janelas (papo de arquiteto..), em que o segundo espaço é o dobro do primeiro, e o terceiro é a soma dos dois anteriores; isto é, A+B=C, ou seja, a soma das partes é igual ao conjunto, resumindo: retângulo áureo de concepção novamente maçônica.


Na Livraria de Paraty você pode comprar mapas cartográficos  e as plantas de casas, feitas na escala 1:33.33, mais uma vez  a marca da simbologia dos maçons, desta vez da Ordem Filosófica, cujo grau máximo é o de nº 33. Este número é uma referência muito forte.


Pasmem ! Mais surpreendentemente: Paraty possui 33 quarteirões e, na administração municipal da época, existia o cargo de Fiscal de Quarteirão, exercido por 33 fiscais... 

É inegável a importância da maçonaria na história do Brasil, sua  interferência no campo político-ideológico, o que faziam ora estar no poder, ora serem perseguidos. A perseguição deste homens começou pela Europa, de lá muitos vieram para o Brasil, chegaram em Paraty  no século XVIII, durante o ciclo do ouro.  Foi em 1833  que fundaram na cidade a loja maçônica “União e Beleza” (na esquina da rua do Comércio com a rua da Cadeia)  ano da fundação, coincidência ou não, é o ano que representa a duração em anos de vida de Cristo. 
 
Neste espirito cultural-histórico recomendo pelo menos se hospedar uma noite na Pousada do Príncipe, pertencente a Dom João de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, a pousada preserva o estilo e cores do período colonial brasileiro, aliando a tradição ao conforto e requintes atuais – nada de muito luxo, mas na medida certa.

Claro que estando na Baía de Paraty é indispensável conhecer suas praias e ilhas, muitas ainda em estado selvagem. Suas águas transparentes e calmas, cheias de peixinhos coloridos  recordam o Caribe, este é sem dúvida um passeio que agrada a todos, de todas as idades e estilos. No porto dezenas de grandes escunas a pequenas traineiras possuem estes passeios, há muitas opções para curtir o mar de Paraty. Mergulho  para quem sabe e gosta é uma ótima pedida. 


Estes passeios geralmente percorrem Jurumim, Praia da Akita, Praia do Engenheiro, Praia Vermelha, Praia do Lula, Lagoa Azul, Ilha Comprida, Ilha do Algodão e o Saco da Velha. São feitas paradas de 30 min e ainda outra para o almoço.

Minha intenção, nesta viagem era sair de Paraty às terras diamantinas, por caminhos de pedras através de serras , do Vale do Paraíba e Sul Mineiro, o Caminho do Ouro ou conforme o mapa abaixo: A Estrada Real. Como faltou tempo e meu retorno seria também pelo Rio de Janeiro a ideia foi conhecer um pouco mais da história de Paraty e seus encantos e depois descansar em Búzios, tema do próximo Post.